Dezesseis nomes aparecem como pretensos pré-candidatos ao cargo de prefeito de Rolim de Moura

Conheça o perfil de cada um deles.

Por Adenilson Florentino/DRT nª 1380 17/12/2018 - 22:47 hs

Eleitores de Rolim de Moura ao que tudo indica voltarão às urnas nos primeiros meses de 2019 para escolher um novo prefeito. A eleição suplementar foi uma determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após o afastamento do ex-prefeito, Luiz Ademir Schock (PSDB), e seu vice, Fabrício Melo de Almeida (PSD). A dupla teve o registro de candidatura cassado por determinação do TRE e mesmo recorrendo da decisão em Brasília, seguem fora dos cargos.

A expectativa é que a eleição irá definir quem concluirá o mandato até 31 de dezembro de 2020, seja realizada em fevereiro do ano de 2019 e mesmo ainda em andamento o segundo turno das eleições gerais, o assunto virou principal tema nas rodas de conversas da cidade afora e faz com que cresça, a cada vez mais, a relação dos postulantes a cadeira que atualmente é ocupada pelo ex-presidente da Câmara de Vereadores, Aldo Júlio (MDB).

Após o resultado das urnas em 7 de outubro, subiu para 16 os possíveis candidatos. De posse da lista, embora alguns insistam que não são candidatos, o portal Na Mira do Flora, fez um “Raio-X” de cada nome apresentado. A ideia do site é oferecer o maior número possível de informações, aos eleitores de Rolim de Moura. Veja a lista, que foi elabora por ordem alfabética e as respectivas avaliações.

PRETENSOS CANDIDATOS;
Adriano Bombeiro (PTC): Membro da instituição com maior credibilidade perante a opinião pública, Adriano parece ter conquistado da sociedade parte desta credibilidade. É nome certo em todas lista de possíveis candidatos em todas eleições o bombeiro militar consegue cativar pessoas de todos os segmentos sociais. Sempre cercado de muitos amigos Adriano vem conquistando à cada eleição, um número maior de apoiadores. Em seu desfavor está o fato de já ter disputados várias eleições sem conseguir se eleger e sempre por partidos diferentes. 

Aldo Júlio (MDB): Dono de uma trajetória política meteórica, saiu de locutor esportivo em uma emissora de rádio comunitária à prefeito em exercício em menos de dois anos. Após se eleger vereador e em seguida Presidente da Câmara foi empossado como prefeito diante do afastamento de Luizão. Dono de uma personalidade forte, Aldo Júlio tem facilidade de conquistar apoio e possui forte corrente em prol de sua candidatura. Pesa contra ele o fato de ter disputado sua primeira eleição o que lhe rende a fama de inexperiente na política. Outra dificuldade será enfrentar um concorrente dentro do MDB, já que uma ala emedebista deve apoiar para disputa o Superintendente da Sejucel, Rodnei Paes. Aldo Júlio declarou nesta semana que não será candidato à prefeito. 

Alisson Ferreira (PSBD): Nome promissor na política rolimourense, o vereador Tucano agrega em torno de seu nome a juventude e popularidade. O jovem vereador é dono de um discurso organizado e coerente, o que tem lhe rendido elogios na Tribuna da Câmara. Nascido em berço político, já que seu pai foi vereador em Rolim de Moura por quatro mandatos, Alisson é sobrinho de Expedito Júnior, fato que pode ser favorável ao seu nome caso o tio saia vitorioso no segundo turno. Ainda em família, o vereador tem Expedito Netto, deputado federal reeleito, muito pelo apoio que recebeu na zona da mata de do referido vereador. Contra ele registra-se o fato de ter sido líder do prefeito cassado, o que pode ter deixado uma herança. Deve enfrentar uma disputa acirrada dentro do grupo de apoio do ex-prefeito Luizão. 

Carla Schock (PSD): Outra representante do grupo de Luizão Schock a ex-primeira-dama também figura na lista de pretensos candidatos. Braço direito do esposo na prefeitura, Dona Carla sempre tomou partido de decisões importantes da administração e mesmo sem ter ocupado função pública se dedicou para eventos importantes como a “Casa do Coelho” na Praça Durvalino e principalmente “Natal de Luz”, atividade que coordenou no ano passado e estava envolvida para a edição 2018. A rejeição do ex-prefeito é um dos principais fatores que podem prejudicar uma futura candidatura de Carla Schock, reflexo que já foi visível na disputa por uma vaga na ALE.

Delegado Morari (PODE): Eleito vereador em 2016 com uma forte pressão pela austeridade no legislativo, Morari demonstrou firmeza ao longo dos quase dois anos de mandato. Oposição ao então prefeito Luizão, o parlamentar soube aproveitar o mau momento do prefeito para trazer apoiadores ao seu nome, o que contribuiu com uma boa votação para deputado estadual, mesmo com poucos recursos para a campanha. A postura como delegado de polícia faz com que seu nome aparece bem entre os eleitores que buscam um novo perfil para o futuro prefeito. Ainda na câmara oscilou ora com discursos contundentes, ora vazios. Com a formação pessoal que possui deixou a desejar em aspectos mais rotineiros no legislativo e é criticado por setores do serviço público, por posturas na discussão de assuntos relativos aos servidores. 

Diniz (DEM): Um secretário de saúde que deixou saudosismo em Rolim de Moura. Avaliado na época como uma grata surpresa no mais difícil setor da administração pública, Diniz conseguiu destaque também na área da agricultura. Entrou para a câmara de vereadores espelhado na gestão da saúde do município e sentiu as dificuldades de ser legislador. O democrata não conseguiu na casa de Leis o mesmo sucesso que alcançou na secretaria. Se desgastou com o mandato de vereador e se quer foi candidato a reeleição. Buscou a vice prefeitura mais foi derrotado pelo prefeito Luizão. 

Dr Oneir (PSB): Servidor de carreira do município se afastou das funções para se dedicar ao seu escritório de advocacia. Reconhecido pelo seu entendimento em todas as áreas da administração representa uma camada da sociedade que defende uma administração técnica. O fator juventude também é favorável à sua pretensa candidatura. Consegue transitar em diversos setores da sociedade organizada. Contra ele pesa a falta de experiência na vida pública.

Dr. Lauro Lopes (PRB): Advogado e Vereador com maior votação na eleição de 2016; Lauro Lopes herdou do pai, Dr. Rubens Viera Lopes (in memoriam), ex-prefeito de Nova Cantu (PR) e ex-vereador em Rolim de Moura o perfil de político de caráter severo. Também veio do pai a maneira de fazer política embasada no diálogo. Bom de discurso e com um poder impressionante de saber ouvir, Dr. Lauro desponta como um dos potencias políticos em Rolim de Moura. Bom articulador e conhecedor da seara política, goza de prestígio em todas as classes rolimourense. Apesar do bom mandato de vereador que vem executando ainda está debutando na política. 

Edson Bavaresco (PP): O atual chefe de gabinete da prefeitura de Rolim de Moura e pioneiro na região, o pecuarista herdou do pai, ex-prefeito Batistão (in memoriam), o desejo de conduzir os destinos do município. Há quem questione sua nomeação, na prefeitura Edson JB foi um dos principais pilares da administração Vantuil em Alta Floresta D’Oeste, o que lhe dá respaldo e garante a experiência na vida pública. Precisará suar a camisa na chefia de gabinete para figurar entre os nomes lembrados pelo eleitorado de Rolim de Moura.

Jairo Benetti (SD): Um político em sua essência. Experiente, conhecedor da política, domina como poucos a “liturgia” de um cargo público e ausência notável na câmara de vereadores. Como vereador enfrentou todos os ciclos de Rolim de Moura, ocupando a cadeira por cinco mandatos consecutivos. Também foi o que mais ocupou a função de presidente da casa. Bom na articulação é o tipo de político que é lembrado para o cargo de prefeito. Por não ter sido candidato nas últimas eleições precisa voltar a ser testado nas urnas para ratificar sua liderança nata.

Luiz Claudio (PR): É um político com experiência inegável. Já foi Secretário Municipal, Vereador, Secretário de Estado, Deputado Estadual e Federal. Parlamentar municipalista trouxe muitos recursos nas últimas administrações. Conhece os pormenores do município de Rolim de Moura e possui muita credibilidade por ser um político de palavra. Está alinhado ao grupo do senador Ivo Cassol, onde poderá enfrentar outros pretensos candidatos. Na eleição de 07 de outubro perdeu muitos votos no município e não conseguiu se reeleger para a Câmara Federal.

Márcio Mateus (PT): Ex-vereador pelo município é dono de um carisma impressionante. Professor na rede municipal é muito querido entre os servidores públicos, mescla juventude e experiência.  Como vereador pautou seu mandato na valorização da agricultura e dos servidores municipais. Uma de suas marcas importantes foi a introdução das audiências públicas no âmbito do município. Boa abertura em todos os grupos políticos de Rolim de Moura e boa aceitação da opinião pública. Um dos fatores que pesa contra ele é não ter sido reeleito vereador nas duas últimas disputas. Também enfrenta o desgaste do seu partido.

Michele Cangirana (PRP): Servidora pública estadual e advogada. Disputou a eleição para prefeito em 2016 e mesmo não sendo eleita mostrou durante a campanha eleitoral uma nova forma de fazer política, ganhando credibilidade e boa aceitação. Bastante comunicativa tem facilidade para expor suas ideias. Pouca experiência na vida pública é um fator que pode representar uma pedra no caminho.

Nadir Cerâmica União (PPS): A grande surpresa da eleição suplementar. Empresário de sucesso e de personalidade forte, Nadir admitiu a pessoas próximas que poderia vir disputar a referida eleição. Bem quisto, gerador de emprego e renda, não é visto nos meios políticos, o que não o impede de conhecer os principais problemas dos munícipes. É um nome que merece ser testado. A falta de experiência na vida pública pode atrapalhar seus planos. 

Professor Rodnei (MDB): Outro nome importante do MDB. Disputou o cargo de prefeito há dois anos e ficou em segundo lugar perdendo por uma margem pequena de votos. A gestão do ex-prefeito faz do Professor Rodnei um nome sempre lembrado quando o assunto é eleição complementar. Experiente foi vereador por dois mandatos, indicado pelo então Governador Confúcio Moura para a Superintendência de Esportes, permaneceu no cargo do atual Governador Daniel Pereira, mostrando habilidade política. Na Sejucel sua marca principal foi a interiorização das ações a pasta. Mas é esta mesma pasta que pode representar seu principal fator negativo. As atividades de secretário de estado ocupam muito tempo o que acabou afastando um pouco de Rolim de Moura. 

Zé Jodan (PSL): Terceiro colocado nas eleições de 2016 com 23,10% dos votos Jodan saiu fortalecido das urnas. A boa votação no primeiro turno das eleições de 2018 também o qualifica na disputa para a eleição complementar. O resultado das urnas no segundo turno em 28 de outubro deverá ajudar a sua definição. Caso seja eleito vice-governador poderá indicar outro nome do seu partido, mas sem garantia de transferência de votos. Se perder, será nome forte na disputa. Um ponto negativo está na pouca experiência pública.